

Acesso do Maringá FC à Série B amplia exposição de parceria com a OnilX
O Maringá FC garantiu o acesso à Série B de 2027 e levou milhares de torcedores às comemorações. Ao mesmo tempo, a associação com a OnilX, alvo de reclamações de investidores e de medidas da CVM, passou a exigir esclarecimentos sobre a continuidade do patrocínio.
O Maringá Futebol Clube venceu o Floresta por 2 a 0 no sábado (10), no Estádio Regional Willie Davids, e assegurou presença na Série B do Campeonato Brasileiro de 2027, além da vaga na final da Série C. Ronald Camarão e Paulinho marcaram os gols, ambos no segundo tempo, em uma partida que reuniu milhares de torcedores nas comemorações.
A conquista colocou o clube entre as equipes das duas principais divisões do futebol brasileiro. Com a maior exposição nacional prevista para a disputa da Série B, a parceria comercial com a OnilX ganhou novo foco: a marca da empresa está associada ao clube e aparece nos uniformes da equipe.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Angelo Rigon em setembro, investidores relataram atrasos e dificuldades para reaver recursos aplicados na empresa. Uma das reportagens citou a estimativa de até 30 mil pessoas potencialmente prejudicadas, número que não é oficialmente confirmado. Também foi relatado o caso de um investidor residente na Itália que afirmou ter aplicado R$ 265 mil e manter R$ 110 mil bloqueados desde junho.
A Comissão de Valores Mobiliários divulgou, em janeiro de 2026, um alerta sobre a atuação do grupo Onil ou OnilX e empresas relacionadas. De acordo com a autarquia, havia indícios de oferta de serviços envolvendo valores mobiliários sem a autorização exigida. O Ato Declaratório nº 24.680 determinou a suspensão dessas ofertas; em abril, o Ato Declaratório nº 25.300 ajustou o alcance da medida e esclareceu que ela não atingia atividades regulares de intermediação de criptoativos que não constituíssem valores mobiliários.
Diante desse cenário, a continuidade do patrocínio envolve questões sobre o contrato, os pagamentos ao clube, o conhecimento da direção sobre as reclamações e as medidas da CVM. Também está em discussão se a marca permanecerá no uniforme durante a Série B de 2027. Os relatos de prejuízo dependem de apuração individual, e as medidas da CVM não equivalem a uma condenação criminal ou à proibição geral das atividades da empresa.
Fonte: O Diário de Maringá
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