Biblioteca Paranista completa 25 anos preservando a memória dos Campos Gerais
Criada em 2001, a Biblioteca Paranista Eno Teodoro Wanke reúne obras, documentos e doações ligadas à literatura e à cultura do Paraná. Aos 25 anos, o espaço amplia o acesso à comunidade e projeta a criação de um Centro de Memória em Ponta Grossa.
A Biblioteca Paranista Eno Teodoro Wanke chega aos 25 anos com a missão de preservar e difundir referências da história, da cultura e da memória paranaense. A instituição disponibiliza seu espaço e acervo para pesquisadores, estudantes e demais interessados.
A biblioteca foi fundada em 20 de setembro de 2001. A função de bibliotecário já fazia parte da estrutura da Academia, mas o projeto começou a ganhar forma naquele ano, com a instalação de estantes na sala destinada à sede e o início da catalogação. A abertura ocorreu durante a segunda gestão da instituição, sob a presidência de Josué Corrêa Fernandes.
O termo “Paranista” está relacionado à valorização da identidade do Paraná, incluindo sua história, cultura, memória, paisagens, símbolos e a trajetória de sua gente. O nome também expressa a proposta de reunir, preservar e valorizar elementos que ajudam a contar a história do Estado.
A biblioteca homenageia Eno Teodoro Wanke, poeta, pesquisador, escritor, contista, biógrafo, trovador, ensaísta literário e humanista. Ele morreu em maio de 2001 e foi escolhido para dar nome ao espaço em razão da importância de sua obra e de sua ligação com a literatura, a memória e a cultura paranaense.
O acervo inclui primeiras edições de autores como Faris Michaele, Brasil Pinheiro Machado, Reynaldo Ribas Silveira, Manoel Cyrillo Ferreira, José Pedro Novaes Rosas e José Fernandes Cadilhe. Também reúne obras de Helena Kolody, Paulo Leminski, Cristovão Tezza, Dalton Trevisan e Miguel Sanches Neto, além de doações de bibliotecas de escritores e pesquisadores ligados aos Campos Gerais. Parte de outros acervos ainda aguarda catalogação.
Em 2023, uma revitalização realizada na gestão de Neuza Helena Postiglione Mansani permitiu abrir as portas da biblioteca à comunidade. Entre os próximos objetivos está a consolidação de um Centro de Memória dedicado à história, à cultura e às personalidades que contribuíram para a formação de Ponta Grossa, com documentos, fotografias, objetos e outros registros.
A aproximação com a comunidade também ocorre por meio do programa “Às Quartas, na Biblioteca”, que recebe mensalmente escritores, professores, pesquisadores e outras personalidades para compartilhar conhecimentos, experiências e memórias.
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