Bigorrilho lidera ranking de bairros mais caminháveis de Curitiba
Reprodução/Gazeta do Povo — Paraná
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Bigorrilho lidera ranking de bairros mais caminháveis de Curitiba

Levantamento avaliou os 75 bairros de Curitiba e apontou o Bigorrilho como o mais caminhável da capital, com 97,1 pontos. A média da cidade foi de 71 pontos, indicando diferenças na oferta de serviços, transporte e estrutura urbana entre as regiões.

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Por Redação Paraná Vitrine · 18 de agosto de 2026 às 13:26
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O Índice CWB de Caminhabilidade colocou o Bigorrilho em primeiro lugar entre os bairros de Curitiba. Na sequência aparecem Mercês, com 96,9 pontos; Alto da Rua XV, com 96,6; e Hugo Lange e Juvevê, empatados com 95,3. A escala vai de zero a 100.

O levantamento considera quatro fatores: proximidade de serviços, cobertura do transporte público, densidade comercial e tamanho das quadras. A oferta de restaurantes, padarias, cafeterias, lanchonetes, academias e pet shops representa 60 pontos do índice; o transporte público responde por 25, a densidade comercial por 10 e a configuração das quadras por cinco.

Pelo critério adotado, notas entre 80 e 100 são classificadas como excelentes para caminhabilidade. Entre 65 e 79, os bairros são considerados caminháveis. Abaixo disso, aumenta a dependência do carro. Além de Bigorrilho, Mercês, Alto da Rua XV e Juvevê, bairros como Cabral e Centro aparecem entre os mais bem posicionados.

O estudo também relaciona a caminhabilidade ao mercado imobiliário. Um levantamento cruzou os dados do índice com preços de apartamentos anunciados e identificou valores mais altos em áreas com maior oferta de comércio, transporte e circulação de pedestres. No Batel, o preço médio anunciado foi de R$ 16.476 por metro quadrado, 20% acima da média de Curitiba, de R$ 13.776.

O Ecoville aparece como exemplo de bairro de alto padrão que enfrenta limitações de caminhabilidade em trechos com pouca oferta de comércio. A análise destaca ainda o conceito de fachada ativa, com lojas, restaurantes e serviços no térreo dos edifícios, favorecendo a circulação e a conexão com a rua.

A caminhabilidade também passou a ser considerada em projetos imobiliários. Entre as soluções citadas estão bicicletários, comércio no térreo, espaços de permanência, coworkings e áreas de integração entre os edifícios e a cidade. A reportagem relaciona essa lógica ao planejamento urbano de Curitiba, que desde os anos 1980 concentra transporte, comércio e moradia nos eixos estruturais.

Fonte: Gazeta do Povo — Paraná

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