Bolsonarismo mantém força nacional e abre disputa pela liderança da direita
O bolsonarismo deve continuar relevante no cenário nacional, mas a liderança da direita passou a ser disputada por outros nomes e partidos, segundo analistas ouvidos pela Folha de Londrina. O PL saiu da eleição de 4 de outubro com 121 deputados federais e 19 senadores eleitos, enquanto a direita somou 59.826.041 votos no segundo turno presidencial.
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A força eleitoral do campo político que vai da centro-direita à extrema direita permanece, mas a unidade da base será um dos principais desafios. A soma de PL, Novo e Republicanos reúne 172 dos 513 deputados federais e 24 dos 81 senadores.
Na avaliação dos analistas, a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos reduziu sua capacidade de liderar a oposição. A disputa pelo comando desse grupo pode favorecer Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), governador reeleito de São Paulo, e Michelle Bolsonaro (PL-DF).
A cientista política Karolina Roeder afirma que o bolsonarismo tem uma base social e identitária consolidada, mas tende a perder a centralidade como comando político único da direita. Segundo ela, Tarcísio reúne capital eleitoral próprio, atuação administrativa e uma imagem capaz de dialogar com o eleitor de centro-direita e partidos do centrão.
O cientista político Gabriel Marcondes avalia que o movimento continuará como força política relevante, mas poderá ficar a reboque de outra liderança em 2030. Já Mário Sergio Lepre, professor da PUCPR em Londrina, considera que o PL deve manter o protagonismo, embora mencione a possibilidade de questionamento do registro do partido.
No Paraná, deputados estaduais que integraram a base de Ratinho Junior na Assembleia Legislativa avaliam que o PSD do governador ficou entre disputas nacionais e locais. A bancada do PSD caiu de 19 para 14 deputados, enquanto o PL passou de 12 para 14; a tendência mencionada na reportagem é de migração de apoiadores reeleitos para a base de Sergio Moro, com PT e PDT na oposição, somando nove deputados.
Fonte: Folha de Londrina
