Centro de Curitiba reúne 1 milhão de pessoas por dia e mantém sensação de insegurança
Reprodução/Tribuna do Paraná
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Centro de Curitiba reúne 1 milhão de pessoas por dia e mantém sensação de insegurança

A área atendida pelo 33º Batalhão da Polícia Militar envolve quatro bairros, cerca de 52 mil moradores e uma população flutuante de até 1 milhão de pessoas por dia. Mesmo com a queda nos roubos e nos homicídios, furtos, tráfico de drogas e problemas de zeladoria ajudam a explicar o desconforto de quem circula pela região.

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Por Redação Paraná Vitrine · 13 de setembro de 2026 às 14:42
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# Centro de Curitiba tem população flutuante de até 1 milhão de pessoas por dia e mantém sensação de insegurança Criado para reforçar a segurança no Centro de Curitiba, o 33º Batalhão da Polícia Militar completou um ano em julho, enquanto a Prefeitura conduz ações de revitalização do programa Curitiba de Volta ao Centro. A unidade atua no Centro, Centro Cívico, São Francisco e Alto da Glória, áreas que concentram moradores, comércio, serviços, estudo, lazer e trabalho.

Segundo o comando do batalhão, pelo menos 80% dos chamados estão relacionados a ocorrências no Centro, muitas delas envolvendo estabelecimentos comerciais ou consumidores. Entre os principais desafios estão os furtos, o chamado “microtráfico” de drogas e as queixas de comerciantes sobre a presença de pessoas em situação de rua.

Na comparação entre maio e agosto de 2024 e o mesmo período de 2026, os mandados de prisão cumpridos passaram de 64 para 92, os encaminhamentos por tráfico de drogas foram de 65 para 72 e as prisões realizadas subiram de 208 para 228. Os roubos no bairro caíram de 465 para 275 ocorrências, enquanto os registros de furtos passaram de 2.064 para 1.998.

A redução dos indicadores de violência não eliminou a percepção de insegurança. Antônio Silvano da Franca, que mantém uma lanchonete próxima à Praça Tiradentes, relaciona o esvaziamento do comércio à presença de usuários de drogas nas proximidades e à diminuição da movimentação de escritórios e bancos no Centro.

Para o Conselho Comunitário de Segurança do Centro Cívico, a sensação de segurança também depende da ordem urbana. Iluminação deficiente, imóveis abandonados, calçadas danificadas, sinalização vandalizada e perturbação do sossego estão entre os problemas apontados pela entidade, que afirma receber mais reclamações ligadas à gestão municipal do que diretamente à polícia.

Como resposta, o 33º BPM mantém um grupo de WhatsApp com cerca de mil comerciantes, líderes comunitários e síndicos, além de integrantes da corporação. A proposta é aproximar os policiais da comunidade, facilitar o compartilhamento de informações e estimular o registro de ocorrências. A avaliação apresentada na reportagem é que a segurança no Centro depende da combinação entre policiamento, assistência, saúde e outras políticas públicas.

Fonte: Tribuna do Paraná

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