

Curitibano relata ataque de drones em primeira missão na Guerra da Ucrânia
Entre centenas de voluntários estrangeiros mobilizados no conflito, brasileiros aparecem entre os que mais se voluntariaram e ocupam o terceiro lugar entre os estrangeiros mortos, segundo levantamento citado pela Banda B. Sady Neto, de 33 anos, contou como foi sua primeira missão de combate e afirmou que pretende voltar a Curitiba no próximo ano.
A Guerra da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, já mobilizou centenas de voluntários estrangeiros. Segundo levantamento da emissora alemã Deutsche Welle, os brasileiros estão entre os estrangeiros que mais se voluntariaram para lutar no país e ocupam o terceiro lugar entre os que mais morreram, atrás apenas de Estados Unidos e Colômbia.
Nesse cenário, o curitibano Sady Neto, de 33 anos, chegou à Ucrânia em 18 de julho. Ex-militar do Exército brasileiro, ele relatou à Banda B a rotina de treinamentos e a primeira operação de combate, realizada com outros cinco brasileiros perto da linha de frente.
O grupo avançou a pé e chegou a cerca de cinco quilômetros da chamada “linha zero”. Aproximadamente um quilômetro antes do objetivo, os combatentes foram identificados por um drone de reconhecimento. Depois, a posição foi atacada por artilharia e drones FPV, pilotados com óculos que exibem em tempo real as imagens captadas pelo equipamento.
Segundo Neto, os combatentes encontraram abrigo em meio à mata e precisaram recuar. “Todos voltaram vivos dessa missão, mas foi uma missão mais complicada. Foi a primeira”, afirmou à Banda B.
Antes das operações, o curitibano passou por treinamentos. De acordo com o relato, a rotina começava às 5h e terminava depois das 21h, com atividades de adaptação à vida militar e ao combate.
O Ministério das Relações Exteriores informou à Banda B que há registro de 38 brasileiros mortos e 91 desaparecidos no conflito, com base em comunicações oficiais dos governos russo e ucraniano ao governo brasileiro. A pasta também desencoraja visitas de brasileiros às regiões próximas às frentes de combate. Neto disse que pretende permanecer na Ucrânia por seis ou sete meses e voltar a Curitiba entre janeiro e março do ano seguinte.
Fonte: Banda B
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