

Dólar a R$ 5,19 pressiona importadores e afeta exportadores de Maringá
A alta do dólar amplia os custos de empresas de Maringá que dependem de produtos e equipamentos importados, enquanto pode elevar, em reais, as receitas de exportadores. O movimento ocorre em um Estado que exportou US$ 11,8 bilhões e importou US$ 10,7 bilhões no primeiro semestre de 2026.
O dólar comercial fechou a quinta-feira (13) a R$ 5,193, com alta de 0,27%, no quarto avanço consecutivo. No mesmo dia, o Ibovespa recuou 0,23%, aos 167.100 pontos, acumulando a oitava sessão seguida de baixa.
A valorização da moeda americana ocorreu em meio à saída de recursos estrangeiros da Bolsa brasileira e à preocupação dos investidores com o cenário fiscal. A expectativa de juros ainda elevados nos Estados Unidos também contribuiu para fortalecer o dólar diante de moedas de países emergentes.
Para empresas de Maringá que importam produtos, máquinas, equipamentos ou insumos, a cotação mais alta aumenta os custos em reais. O impacto pode atingir matérias-primas, peças e componentes comprados no exterior, sobretudo quando os contratos são denominados em dólar.
Já os exportadores podem converter suas receitas em dólar por um valor maior em reais. O resultado, porém, também depende dos preços internacionais das commodities, dos custos de produção e transporte e das condições negociadas com os compradores. O cenário tem relevância para Maringá e região pela presença do agronegócio, da agroindústria e de empresas que utilizam insumos e equipamentos importados.
No primeiro semestre de 2026, o Paraná registrou US$ 11,8 bilhões em exportações e US$ 10,7 bilhões em importações, com superávit de US$ 1,1 bilhão. Soja e derivados lideraram as vendas externas, enquanto fertilizantes, máquinas e veículos tiveram peso importante nas compras. Para as empresas maringaenses que negociam com o exterior, a alta reforça a necessidade de acompanhar contratos, estoques, custos e exposição cambial.
Fonte: Maringá Post
Informação que importa, direto do Paraná Vitrine.
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