

Greve mantém incerteza na Caixa e paralisa Correios no Paraná
A paralisação dos bancários da Caixa ainda aguardava decisão em assembleia e atingia a base sindical de Cascavel e região, formada por 24 municípios. No Banco do Brasil, a maior parte das bases paranaenses encerrou o movimento, enquanto os Correios iniciaram greve por tempo indeterminado.
As paralisações envolvendo bancos e Correios tiveram desfechos diferentes no Paraná. Na Caixa Econômica Federal, os funcionários ainda votavam a proposta apresentada pelo banco; no Banco do Brasil, a maioria das bases aprovou o acordo; e nos Correios, os trabalhadores rejeitaram a proposta da Campanha Salarial 2026/2027 e deflagraram greve por tempo indeterminado.
A assembleia nacional da Caixa foi realizada on-line, das 16h às 22h. No Paraná, a votação foi conduzida pela Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Paraná e pelos sindicatos filiados. A paralisação alcançou a base territorial do Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região, que reúne 24 municípios.
A proposta da Caixa prevê mudanças no custeio do Saúde Caixa a partir de janeiro de 2027, aumento da participação do banco no plano, de 6,5% para 8%, e R$ 236 milhões para ações de prevenção à saúde. Caso o acordo seja aprovado, a instituição informou que pretende pagar em 18 de setembro o salário reajustado, a PLR, o Super Caixa e um prêmio de R$ 3 mil por empregado.
No Banco do Brasil, as bases de Cascavel, Foz do Iguaçu, Paranaguá, Maringá, Telêmaco Borba, Cianorte, Goioerê, Pato Branco e União da Vitória aprovaram a proposta e encerraram a greve. Ponta Grossa realizou votação separada, com deliberação prevista para a sexta-feira (11). O acordo inclui reajuste conforme a negociação da Federação Nacional dos Bancos, com reposição do INPC acumulado entre setembro de 2025 e agosto de 2026 e ganho real de 0,6%.
Nos Correios, 35 assembleias aprovaram a paralisação, que começou às 22h de quinta-feira (10). A principal divergência está na mudança proposta para o plano de saúde, que, segundo a representação dos trabalhadores, pode afetar o custeio e a assistência médica de empregados, aposentados e dependentes.
As negociações dos Correios passaram por mediações no Tribunal Superior do Trabalho, mas não houve acordo. A empresa afirma que sua proposta prevê reajuste equivalente a 100% do INPC sobre salários e benefícios e a manutenção de 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo. A estatal registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026 e busca medidas de recuperação financeira.
Fonte: O Paraná (Cascavel)
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