Guarapuava tem 41 mil jovens diante do desafio de virar diploma em emprego
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Guarapuava tem 41 mil jovens diante do desafio de virar diploma em emprego

Guarapuava tinha 41.174 moradores entre 16 e 29 anos no Censo de 2022, o equivalente a 22,6% da população. O desafio é reter talentos formados na cidade, ampliar o acesso ao primeiro emprego e criar condições para o empreendedorismo.

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Por Redação Paraná Vitrine · 23 de agosto de 2026 às 03:41
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A faixa de 16 a 29 anos reunia 41.174 pessoas em Guarapuava no Censo de 2022, entre os 182.093 habitantes do município. Pela média dos últimos censos, a estimativa é que esse contingente chegue atualmente a cerca de 43 mil jovens — número que representa quase um quarto da população e tem impacto no futuro do mercado de trabalho e da economia local.

Como polo universitário do Centro-Sul do Paraná, Guarapuava recebe estudantes de diferentes municípios em instituições públicas e privadas, em cursos presenciais e a distância. A questão, segundo o levantamento apresentado pela fonte, é transformar a formação em empregos compatíveis, renda e oportunidades para que esses profissionais permaneçam no município.

A pesquisa nacional Juventudes e o Mundo do Trabalho, realizada com 1.816 brasileiros de 16 a 29 anos, mostrou que 70% estavam trabalhando, mas apenas 44% tinham carteira assinada. A falta de experiência foi apontada por 49% como a principal dificuldade para conseguir emprego, seguida pela concorrência elevada por uma mesma vaga, citada por 39%.

As relações pessoais também têm peso na contratação: 96% disseram que conhecer alguém dentro de uma empresa ou receber indicação facilita o acesso ao trabalho. Entre os jovens empregados, 77% afirmaram ter conseguido a vaga por indicação; entre aqueles de 25 a 29 anos, o índice chegou a 81%.

O estudo também indica interesse crescente pelo trabalho autônomo. A preferência por essa modalidade sobe de 28% atualmente para 42% quando os jovens projetam os próximos cinco anos. Na Região Sul, 49% manifestaram vontade de trabalhar por conta própria no futuro, o que reforça a necessidade de crédito, capacitação, ambientes de inovação e apoio aos novos negócios.

Para 85% dos entrevistados, o diploma universitário é importante para conquistar uma vaga, mas 91% consideram cursos técnicos e profissionalizantes um caminho mais rápido e eficiente para entrar no mercado. Em Guarapuava, a integração entre universidades, escolas técnicas, empresas e poder público é apontada como necessária para aproximar a formação das demandas da economia regional.

Fonte: paranacentral.com.br

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