Hotel Bandeirantes chega aos 70 anos fechado e ainda pertence à iniciativa privada
Reprodução/maringafm.com.br
Cultura

Hotel Bandeirantes chega aos 70 anos fechado e ainda pertence à iniciativa privada

Tombado pelo Paraná em 2005, o Hotel Bandeirantes de Maringá está fechado desde então e permanece sob propriedade da família Zwecker. Ao longo do período, município e Estado discutiram desapropriações e possíveis usos públicos para o imóvel.

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Por Redação Paraná Vitrine · 21 de setembro de 2026 às 03:45
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O Hotel Bandeirantes de Maringá completa 70 anos em um cenário que envolve patrimônio cultural, propriedade privada e decisões do poder público. Inaugurado em 22 de setembro de 1956 como Grande Hotel Maringá, o edifício foi um dos principais empreendimentos da região e participou do processo de formação urbana e social da cidade.

O imóvel foi tombado pelo Estado em 2005 e está fechado desde aquele ano. A propriedade continua com a família Zwecker, que assumiu o hotel na década de 1970, depois de o empreendimento passar pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná e pelas Organizações Ferraretto.

Além do tombamento estadual, o hotel foi declarado bem de interesse público pela Prefeitura de Maringá, em 2017, e pelo Estado, em 2018. As medidas buscavam viabilizar uma futura desapropriação, mas o decreto estadual foi anulado em 2019. Segundo o secretário municipal de Cultura, Tiago Valenciano, não há atualmente processo de desapropriação ou tratativa em andamento pela prefeitura.

A proposta estadual previa transformar o prédio em museu, com uso ligado à história da urbanização e do desenvolvimento do Norte e Noroeste do Paraná. Também foram mencionadas, ao longo dos anos, possibilidades como hotel e restaurante-escola, vínculo com a Universidade Estadual de Maringá, biblioteca, centro comercial e espaço para eventos.

Como bem tombado, o edifício e as estruturas protegidas não podem ser modificados sem autorização, e os proprietários devem preservá-los contra a degradação. A fiscalização cabe ao Estado. A reportagem relata sinais de deterioração e pichações, enquanto a Secretaria da Cultura do Paraná não se manifestou sobre eventuais vistorias, denúncias ou notificações até a publicação da matéria.

Fonte: maringafm.com.br

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