

Imóveis compactos ganham espaço entre investidores em Maringá
A presença de mais de 21 mil estudantes na UEM ajuda a sustentar a procura por imóveis compactos próximos ao campus. Em 2026, a decisão de investir depende da relação entre preço, aluguel e períodos de vacância.
Investir em imóveis para alugar continua entre as alternativas consideradas por investidores de Maringá, mas os dados de 2026 mostram que a escolha exige mais do que buscar regiões valorizadas. O resultado depende principalmente do equilíbrio entre preço de compra, valor do aluguel e possibilidade de o imóvel ficar desocupado.
A demanda ligada ao setor de serviços e à comunidade universitária aparece como um dos fatores relevantes. Apenas a Universidade Estadual de Maringá (UEM) reúne mais de 21 mil estudantes de graduação e pós-graduação, segundo a estimativa citada no levantamento.
Uma pesquisa realizada em maio de 2026 apontou procura maior por unidades menores nas proximidades do campus sede. Studios são alugados por valores entre R$ 1.400 e R$ 1.800, enquanto apartamentos de um dormitório na Zona 7 aparecem na faixa de R$ 1.800 a R$ 2.400.
Entre os imóveis preferidos por investidores na Zona 7 estão studios, com preços de R$ 145 mil a R$ 280 mil, e apartamentos de um dormitório, entre R$ 280 mil e R$ 430 mil. A variação depende da localização, do acabamento e das características do empreendimento.
Na faixa de R$ 200 mil a R$ 400 mil, a combinação entre valor de entrada e potencial de locação tende a ser mais favorável. Um imóvel de R$ 220 mil alugado por R$ 1.600 mensais teria receita bruta anual de 8,7% sobre o valor de aquisição, sem considerar condomínio, IPTU, manutenção, períodos sem inquilino, administração e impostos.
Como referência, um cálculo da Fipe em parceria com o Grupo OLX, divulgado em março de 2026, apontou rentabilidade média do aluguel residencial de 6,05% ao ano nas cidades monitoradas. Para imóveis de um dormitório, o índice foi de 6,73%; para unidades com quatro ou mais dormitórios, de 4,95%. Maringá não está entre os municípios monitorados, portanto os percentuais podem variar na cidade.
Fonte: Maringá Post
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