Investigação apura premeditação em feminicídio de estudante em Londrina
Reprodução/Banda B
Paraná

Investigação apura premeditação em feminicídio de estudante em Londrina

A morte de Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, mobiliza a investigação da Polícia Civil em Londrina, no Norte do Paraná. A estudante de Nutrição foi morta com 44 facadas enquanto trabalhava na divulgação de uma academia, após, segundo a apuração, uma tentativa de estupro.

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Por Redação Paraná Vitrine · 15 de setembro de 2026 às 12:49
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O caso ocorreu em uma unidade da Smart Fit que ainda não havia sido inaugurada, na Avenida Celso Garcia Cid, na zona leste de Londrina. Thaissa havia sido contratada recentemente para fazer panfletagem no local e cursava o último período de Nutrição no Centro Universitário Filadélfia (UniFil).

Segundo a investigação, o homem, também de 21 anos, pediu informações sobre a academia e solicitou que a estudante mostrasse o espaço. No interior do estabelecimento, ele teria tentado estuprá-la. Thaissa reagiu e tentou fugir, mas foi atacada com uma faca no estacionamento e em uma área interna do barracão. Ela morreu no local.

O investigado foi preso em flagrante após deixar o imóvel com ferimentos em uma das mãos. Ele teria dito a pessoas próximas que havia sido assaltado. Durante o atendimento da ocorrência, trabalhadores encontraram manchas de sangue, e os policiais localizaram a vítima. Conforme a Polícia Civil do Paraná, o homem confessou o assassinato durante a abordagem, mas mudou a versão no interrogatório formal e alegou ter tido um “lapso de memória”. A prisão foi convertida em preventiva pela Justiça no dia seguinte.

A polícia apura se o ataque foi planejado e se o investigado já perseguia ou demonstrava interesse insistente pela jovem. Dias antes do crime, ele havia procurado emprego na academia, cadastrado o currículo e participado de uma entrevista, mas não conseguiu a vaga. Uma amiga de Thaissa também relatou que ela estaria incomodada com a insistência dele relacionada ao trabalho.

Material recolhido sob as unhas da estudante foi encaminhado para perícia, que poderá verificar a presença de material genético e ajudar a esclarecer a dinâmica da luta. Novas testemunhas ainda devem ser ouvidas.

A família pediu justiça e medidas de proteção para as mulheres. A Smart Fit informou que recebeu a notícia com pesar e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A defesa do investigado declarou que ele tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e solicitou uma avaliação individualizada, ressaltando que a condição não justificaria o crime nem permitiria associá-la automaticamente à violência.

Fonte: Banda B

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