Reprodução/Folha de LondrinaInvestigação apura venda de vídeos de suposta violência policial no Paraná
Gaeco e Sesp investigam uma estrutura que teria usado Instagram e Telegram para divulgar e vender vídeos de tortura. O acesso ao material seria oferecido por R$ 20 via Pix.
Uma estrutura no ambiente digital voltada à comercialização de vídeos com cenas de suposta violência policial está sendo investigada no Paraná. O material teria sido oferecido por assinatura em um aplicativo de mensagens e consumido como entretenimento.
O caso é apurado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e pela Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná). A investigação também analisa casos de tortura que teriam sido cometidos por policiais militares do Estado.
Segundo os investigadores, uma página no Instagram atraía interessados e os direcionava ao Telegram, onde o acesso aos conteúdos era vendido mediante pagamento de R$ 20 via Pix. Também é apurada a possível utilização de Inteligência Artificial na produção dos vídeos.
A investigação busca esclarecer a origem das imagens, verificar se houve participação direta de agentes públicos nas gravações e na comercialização do material e apurar a responsabilidade dos envolvidos. A Sesp iniciou o procedimento investigativo preliminar em 3 de junho; em 23 de junho, foi instaurado um Inquérito Policial Militar, acompanhado pelo Ministério Público Militar e pelo Gaeco.
Um jovem de 22 anos, apontado como administrador da página, foi identificado pelos setores de inteligência. Conforme o secretário da Sesp, coronel Hudson Teixeira, ele não tem vínculo com a Polícia Militar; o município onde reside não foi divulgado.
Fonte: Folha de Londrina