Jovem de Sarandi busca tratamento experimental após acidente em Marialva
Reprodução/GMC Online (Maringá)
Paraná

Jovem de Sarandi busca tratamento experimental após acidente em Marialva

Lorrainy de Oliveira Castelini, de 25 anos, perdeu os movimentos do peito para baixo e o marido após uma colisão na entrada de Marialva. A família tenta autorização judicial para o uso compassivo da polilaminina, substância ainda em pesquisa.

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Por Redação Paraná Vitrine · 5 de setembro de 2026 às 20:51
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O acidente que mudou a vida de Lorrainy de Oliveira Castelini envolve duas cidades da região de Maringá: ela mora em Sarandi e trabalhava em Marialva, onde ocorreu a colisão, em 17 de julho. Aos 25 anos, a jovem passou a enfrentar limitações físicas graves e a perda do marido, Gabriel Vilela, que morreu após permanecer 22 dias internado.

A colisão provocou lesão na coluna, perfuração dos dois pulmões, fratura da escápula e fissura na clavícula. Lorrainy também precisou receber três bolsas de sangue e passar por cirurgia. Depois da alta, ela foi para a casa de familiares, em Sarandi, onde tenta se adaptar à perda dos movimentos do peito para baixo.

Mãe de dois meninos, de 2 e 7 anos, a jovem relata que precisa reaprender atividades básicas, como respirar, falar, comer e beber água. Em publicações nas redes sociais, também descreveu a perda do marido e afirmou manter a esperança de recuperar parte da autonomia, dentro das possibilidades médicas.

A família busca autorização para o chamado uso compassivo da polilaminina, substância estudada em pesquisas sobre lesões da medula espinhal. Exames e documentos médicos foram enviados ao laboratório responsável, mas, depois de receber uma negativa, os familiares decidiram recorrer à Justiça.

A substância ainda está em fase de pesquisa. Segundo as informações divulgadas, a Anvisa autorizou um estudo clínico inicial para avaliar sua segurança, mas não há comprovação definitiva de eficácia que permita tratá-la como terapia estabelecida para lesões medulares.

Lorrainy também questionou o prazo para o acesso à substância. Em uma publicação, afirmou que há referência a 72 horas para a aplicação em determinadas situações, enquanto o transporte do Rio de Janeiro até o Paraná poderia levar cerca de 15 dias: “Como vocês declaram o tempo de 72 horas para poder aplicar a medicação, se para a medicação chegar onde eu moro ela leva em torno de 15 dias?”.

Fonte: GMC Online (Maringá)

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