Reprodução/aRede (Ponta Grossa)Justiça revoga prisão preventiva do rapper Oruam no Rio de Janeiro
A Justiça do Rio de Janeiro afastou a acusação de dupla tentativa de homicídio contra Oruam e revogou a prisão preventiva do rapper. O processo foi reclassificado, em tese, para lesão corporal leve.
A decisão foi assinada na sexta-feira (31) pela juíza Tula Corrêa, da 3ª Vara Criminal. Segundo a magistrada, não havia elementos suficientes para comprovar que Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, tivesse intenção de matar policiais civis durante uma operação em sua residência.
Um dos pontos analisados foi uma pedra de 4,85 quilos, que teria sido lançada contra os agentes. A perícia e os depoimentos, porém, não confirmaram que o objeto tivesse sido arremessado por Oruam. O laudo indicou que a pedra estava em uma jardineira próxima à fachada, em posição incompatível com um lançamento a partir da sacada.
A decisão também considerou que as pedras efetivamente lançadas eram menores, com pesos entre 130 e 282 gramas, e teriam causado escoriações e hematomas nos policiais. Com a mudança na classificação, o processo será encaminhado para uma Vara Criminal comum.
A prisão preventiva foi revogada porque, após a desclassificação, Oruam passou a responder por crimes com penas máximas inferiores a quatro anos, entre eles lesão corporal leve, resistência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio. As medidas cautelares já aplicadas incluem comparecimento mensal em juízo, recolhimento domiciliar noturno e restrições de acesso, contato e deslocamento.
Na mesma decisão, a juíza absolveu sumariamente Willyam Matheus, Pablo Ricardo e Victor Hugo das acusações de tentativa de homicídio. As medidas cautelares dos três foram mantidas, incluindo o monitoramento eletrônico de Pablo.
Fonte: aRede (Ponta Grossa)