

Maringá reduz fiscalização de trânsito enquanto frota supera 384 mil veículos
Maringá passou de 240 profissionais nas ruas, em 2012, para 84 em 2026, enquanto a frota local ultrapassou 384 mil veículos. A Secretaria de Mobilidade Urbana aposta em tecnologia, revisão de velocidades e estudos para reorganizar o transporte.
A estrutura de fiscalização viária de Maringá encolheu 65% em 14 anos, ao mesmo tempo em que a cidade chegou a mais de 384 mil veículos — média de 8,4 carros para cada 10 habitantes. Em 2012, eram 240 profissionais dedicados à segurança no trânsito; atualmente, são 84, dos quais cerca de 20 trabalham exclusivamente com processamento e monitoramento eletrônico, fora das ruas.
O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, apresentou as medidas da pasta em entrevista ao programa Ponto a Ponto, do Maringá Post. Segundo ele, a frota cresceu em mais de 160 mil veículos no período, enquanto o fluxo regional pode alcançar 7 mil veículos por hora em entroncamentos como a ligação com Sarandi.
Para direcionar o efetivo disponível, a Semob lançou a plataforma Mais Vida, que cruza infrações, denúncias feitas pelo 156 e registros de sinistros. O sistema cria um mapa de calor e orienta as viaturas para os 20 cruzamentos com maior incidência de ocorrências. A secretaria também atribui parte dos problemas com semáforos a oscilações e quedas de energia, que exigem controle manual das vias.
A pasta está padronizando em 50 km/h a velocidade das avenidas municipais, com exceção de vias de contorno como Colombo e Sincler Sambatti, mantidas em 60 km/h. Em cinco pontos próximos a hospitais, unidades de saúde e escolas, antigos equipamentos de 40 km/h serão substituídos por faixas elevadas para pedestres.
Na mobilidade ativa, foram reconstruídos trechos de ciclovias nas avenidas Brasil e Pedro Taques. Também estão previstos a conclusão da ciclovia da Avenida Tuiuti, com semaforização exclusiva, e a conexão entre as ciclovias das avenidas Serra Azul e Brasil pelas vias Tiradentes e Getúlio Vargas. Um decreto em elaboração deve estabelecer regras para patinetes, equipamentos autopropelidos e ciclomotores.
No transporte coletivo, a plataforma Na Hora Maringá georreferenciou 100% dos 2.400 pontos de parada, terminais e veículos. Uma consultoria será contratada para redesenhar itinerários, avaliar o uso de vans ou micro-ônibus em áreas de baixa demanda e estudar novos modais, como VLT ou bonde urbano digital, com possível integração aos municípios conurbados da região metropolitana.
Fonte: Maringá Post
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