Maringá revisa planejamento urbano diante de riscos climáticos projetados
Reprodução/Maringá Post
Paraná

Maringá revisa planejamento urbano diante de riscos climáticos projetados

Reconhecida pelo modelo de cidade-jardim e pela presença de áreas verdes, Maringá enfrenta desafios associados à verticalização, à pavimentação e às mudanças no clima. Diagnóstico federal aponta riscos de inundações, alagamentos, secas e vulnerabilidades sociais para 2030 em cenários pessimistas.

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Por Redação Paraná Vitrine · 17 de setembro de 2026 às 12:51
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Maringá, no Noroeste do Paraná, é reconhecida nacionalmente pelo modelo de cidade-jardim e pela presença de áreas verdes. A evolução do desenho urbano, porém, trouxe concentração da verticalização, adensamento predial, superfícies pavimentadas extensas e arborização dispersa, fatores que podem favorecer a retenção de calor e a formação de ilhas de calor urbanas.

O cenário é relacionado à Nota Técnica nº 10/2025 do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O documento avalia municípios brasileiros nas iniciativas AdaptaCidades e Programa Cidades Verdes Resilientes e considera, para 2030 em cenários pessimistas, riscos de inundações, enxurradas, alagamentos, secas, impactos geo-hidrológicos e aprofundamento de vulnerabilidades sociais.

Segundo os trechos analisados, a concentração de edificações e o baixo fator de visão do céu também prejudicam a ventilação local e tornam mais lento o resfriamento durante a noite. A fonte cita ainda a possibilidade de um Super El Niño no segundo semestre de 2026, associado à previsão de aumento das chuvas, dos temporais e da temperatura média para o período em Maringá.

Um desenvolvimento preliminar do Mapa Climático Analítico de Maringá (UCAnMap), feito por sensoriamento remoto, indica a importância de preservar fundos de vale e valorizar áreas verdes em terrenos com declividade superior a 20%. Essas áreas são apontadas como parte de corredores naturais de ventilação e mecanismos de regulação da temperatura.

A proposta apresentada pelos pesquisadores é atualizar o planejamento urbano e estruturar um Plano Municipal de Adaptação à Mudança do Clima, com foco em resiliência hídrica, controle térmico e proteção da população, especialmente dos grupos já expostos a situações de vulnerabilidade.

Fonte: Maringá Post

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