Memórias de eleições mostram mudanças no voto e na democracia brasileira
Reprodução/folhadelondrina.com.br
Paraná

Memórias de eleições mostram mudanças no voto e na democracia brasileira

Artigo da Folha de Londrina percorre experiências eleitorais desde 1960 para destacar mudanças nas campanhas, nas urnas e na circulação de informações. O texto contrapõe práticas antigas de transporte de eleitores, propaganda nas ruas e fraudes às tecnologias usadas atualmente.

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Por Redação Paraná Vitrine · 24 de outubro de 2026 às 02:27
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Em artigo publicado pela Folha de Londrina, o autor relembra diferentes momentos das eleições brasileiras e afirma que seu voto, mencionado como sendo no dia seguinte ao texto, seria de apoio à evolução da democracia. A narrativa começa com a eleição e a renúncia de Jânio Quadros, fatos acompanhados pelo autor em 1960, quando ele tinha dez anos.

O relato também recupera práticas eleitorais observadas em sua juventude. Segundo o texto, ele viu eleitores serem transportados em carrocerias para votar em vários locais e menciona a contratação de táxis por candidatos durante o dia de votação. O artigo ainda descreve o uso de “santinhos” nas ruas, inclusive com descarte de sobras na véspera das eleições.

As lembranças incluem episódios de propaganda eleitoral com som alto em comícios e a distribuição de material nas proximidades das seções. O autor também cita a eleição de 1959, quando a cédula eleitoral era de papel e o eleitor escrevia o nome do candidato, e afirma que Cacareco teve mais de 100 mil votos para vereadora em São Paulo, enquanto Tião teria tido 400 mil votos para prefeito do Rio de Janeiro, em 1988.

Na comparação apresentada no artigo, as urnas teriam passado por modelos de madeira e lona antes de chegar ao formato eletrônico. O autor afirma que uma eventual fraude exigiria programação prévia e o envolvimento de funcionários responsáveis pelo processo, argumento usado para declarar confiança no sistema.

O texto reconhece, ao mesmo tempo, que as tecnologias de comunicação ampliaram a desinformação eleitoral, incluindo falsificações de imagens e vozes de candidatos. Para o autor, a multiplicidade de canais também pode estimular a desconfiança e a seleção das informações, reforçando sua conclusão de que a democracia brasileira evoluiu.

Fonte: Folha de Londrina

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