Nove pinguins reabilitados pela UFPR retornam ao mar no Litoral do Paraná
Reprodução/Bem Paraná
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Nove pinguins reabilitados pela UFPR retornam ao mar no Litoral do Paraná

Dos 198 pinguins-de-Magalhães encalhados no litoral paranaense entre 31 de maio e 31 de julho, 165 foram encontrados mortos e 33 chegaram vivos para atendimento. Nove animais foram reabilitados e devolvidos ao oceano pelo CReD, da UFPR.

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Por Redação Paraná Vitrine · 13 de agosto de 2026 às 02:00
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Nove pinguins-de-Magalhães retornaram ao mar após passarem por reabilitação no Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde da Fauna Marinha (CReD), do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Litoral do Paraná. O grupo representa uma parcela dos animais encontrados durante a temporada de inverno: entre 31 de maio e 31 de julho, 198 pinguins encalharam no litoral do estado, segundo o PMP-BS. Desses, 165 foram encontrados mortos e 33 chegaram vivos para atendimento especializado.

Os pinguins-de-Magalhães chegam anualmente ao litoral brasileiro entre maio e setembro, durante a migração em busca de alimento. A espécie se reproduz na Patagônia, na Argentina e no Chile, e percorre milhares de quilômetros pelo Atlântico Sul. Muitos dos animais que alcançam a costa brasileira são juvenis em sua primeira migração.

No percurso, os pinguins podem chegar debilitados pelo desgaste da viagem e por impactos associados às atividades humanas, como interação com redes de pesca e ingestão de resíduos sólidos. Entre os quadros observados nos animais resgatados estão baixo escore corporal, desidratação, hipotermia e a chamada “síndrome do pinguim encalhado”.

A soltura encerrou um trabalho iniciado no fim de maio, quando foram registrados os primeiros pinguins da temporada de 2026 na Ilha de Superagui, em Guaraqueçaba. A equipe do PMP-BS/LEC-UFPR monitora diariamente as praias paranaenses, registra a ocorrência de animais marinhos e encaminha para atendimento os indivíduos encontrados com vida.

Como são animais gregários, os pinguins são soltos em grupos. De acordo com as informações do projeto, a vida em agregações durante a migração favorece a proteção contra predadores, a busca por alimento e a redução de riscos ao longo da jornada. O primeiro atendimento ainda na praia também é considerado essencial: após uma avaliação rápida, os animais recebem os cuidados iniciais e são encaminhados ao CReD.

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos. No Paraná, Trecho 6, a execução é realizada pela equipe do LEC/UFPR.

Fonte: Bem Paraná

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