Oferta nacional de leite deve pressionar preços no quarto trimestre
Foto: Divulgação. · Fonte: arede.info
Economia

Oferta nacional de leite deve pressionar preços no quarto trimestre

A retomada sazonal da produção no Brasil tende a ampliar a oferta de leite e pressionar os preços de derivados e os pagamentos ao produtor no quarto trimestre de 2026. O movimento ocorre após um ano de crescimento mais lento da captação em relação a 2025.

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Por Redação Paraná Vitrine · 10 de outubro de 2026 às 02:23
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A avaliação faz parte de um relatório trimestral de perspectivas divulgado pela CNN Brasil, com análise da consultoria StoneX. Segundo a consultoria, a demanda continua resiliente, mas a maior disponibilidade de matéria-prima pode reduzir os preços de leite UHT, muçarela e leite em pó.

Em julho e agosto, o leite pago ao produtor ficou próximo de R$ 2,88 por litro, acima do registrado no mesmo período de 2025. Em setembro, porém, o aumento da oferta e o desempenho mais fraco dos derivados passaram a pressionar o mercado spot, movimento que deve chegar gradualmente aos pagamentos no campo ao longo do último trimestre.

O quarto trimestre costuma concentrar uma recuperação mais consistente da oferta nacional. A produção na região Sul já havia melhorado no terceiro trimestre, enquanto o retorno das chuvas em grande parte do país favoreceu a disponibilidade de forragens. O inverno também registrou volumes de chuva acima da média em várias regiões.

Apesar das condições de pastagem, o avanço da captação foi menor que no ano anterior: no segundo trimestre, houve alta de 1,0% sobre o mesmo período de 2025, ante crescimento de 10,2% um ano antes. Para a StoneX, isso indica um balanço de oferta menos confortável do que o observado em 2025.

A intensidade da queda dos preços dependerá de quanto a demanda conseguirá acompanhar o aumento sazonal da oferta. O clima pode alterar esse cenário de forma regional: menores chuvas e temperaturas mais elevadas podem reduzir a produção no Nordeste e no Centro-Sudeste, enquanto o excesso de chuva no Sul aumenta o risco de eventos que afetem a captação, a infraestrutura das propriedades e a produção de alimentos.

Fonte: aRede (Ponta Grossa)

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