

Operação mira presidente da Câmara de Guarapuava por suspeita de corrupção
Sete alvos foram atingidos por mandados em investigação do MP-PR sobre a regularização de uma obra iniciada sem aprovação e licença. Entre os investigados está o presidente da Câmara, Pedro Moraes (MDB).
Uma operação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) cumpriu mandados contra sete alvos em Guarapuava: o presidente da Câmara Municipal, Pedro Moraes (MDB), dois servidores públicos, três sócios de uma farmácia e a empresa responsável pela construção de um prédio. Os nomes dos demais investigados não foram divulgados.
Segundo o Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), a obra começou em 2019 sem que o projeto fosse submetido à aprovação ou que fosse solicitada licença para construir. Entre 2022 e 2023, os empresários teriam tentado regularizar o imóvel após um embargo da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo.
O MP-PR afirma que, no fim de agosto de 2023, um dos empresários procurou o presidente da Câmara para conseguir a liberação da obra. As investigações apontam que teria sido combinado o pagamento de aproximadamente R$ 100 mil para que Moraes intermediasse a regularização, e que o valor teria sido pago nos dias seguintes.
A apuração também identificou depósitos nas contas do então secretário municipal de Habitação e Urbanismo e de um servidor que atuava no setor tributário. O ex-secretário Danilo Dominico não foi alvo dos mandados desta operação. A defesa dele nega depósito de propina e afirma que ele não teve proveito econômico com a liberação do alvará.
De acordo com o MP-PR, o então secretário teria assinado o alvará de construção e a aprovação do projeto após profissionais do setor técnico se recusarem a subscrever os documentos. As investigações ainda apontam que um servidor teria alterado uma avaliação imobiliária, reduzindo o tributo devido pela regularização.
A Câmara de Guarapuava confirmou a busca e apreensão em suas dependências, determinada pela 2ª Vara Criminal da Comarca. Em nota, informou que acompanhou a diligência, mas que ainda não teve acesso aos autos e não faria comentários sobre o mérito da investigação. O MP-PR afirma que a apuração continua para esclarecer os fatos e verificar a eventual participação de outros envolvidos.
Fonte: G1 Paraná
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