

Operação prende dez por suspeita de loteamentos clandestinos na Grande Curitiba
Investigações do MPPR identificaram ao menos quatro loteamentos irregulares em Campo Magro e Almirante Tamandaré. Um vereador de Campo Magro é apontado como um dos líderes do grupo denunciado, e três dos alvos ainda não foram localizados.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) cumpriu dez mandados de prisão na Operação Fundo Falso, que investiga uma organização criminosa suspeita de comercializar loteamentos clandestinos em imóveis rurais de Campo Magro e Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. Pelo menos quatro empreendimentos irregulares foram identificados nos dois municípios.
Entre os alvos está um vereador de Campo Magro, apontado como um dos líderes do grupo. As prisões foram cumpridas na quarta-feira (16), com apoio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Três pessoas ainda não foram localizadas e são consideradas foragidas.
Segundo as apurações, o esquema estaria em funcionamento desde 2021. Os investigados buscavam imóveis rurais, especialmente propriedades sem ocupação evidente, pertencentes a idosos ou envolvidas em inventários. Depois, obtinham documentos dos imóveis, simulavam vendas com papéis falsificados e comercializavam os terrenos de forma irregular.
As investigações também apontam ameaças e atos de intimidação contra proprietários e pessoas que descobriam as atividades. Conforme o MPPR, o vereador teria usado sua posição para viabilizar obras públicas nos locais dos loteamentos, obter informações antecipadas sobre fiscalizações ou interferir para impedir essas ações.
Além das dez pessoas presas, outras duas foram denunciadas e receberam medidas cautelares alternativas à prisão. A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos denunciados. O pedido de prisão preventiva foi feito pelo Ministério Público em 25 de agosto, quando a denúncia foi apresentada.
Fonte: Bem Paraná
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