

Paraná terá cinco competidores na WorldSkills Internacional, em Xangai
O paranaense Kaique William Ventura Camacho, de Campo Mourão, vai representar o Brasil na ocupação Tecnologia Optoeletrônica durante a 48ª WorldSkills Internacional, na China. Ao todo, o Estado terá cinco representantes na delegação brasileira.
A competição será realizada em Xangai, e Kaique embarca nesta quinta-feira (17). Formado no curso Técnico em Eletrotécnica pelo Senai Paraná, ele garantiu a vaga após conquistar a medalha de prata na etapa nacional da WorldSkills Brasil 2025, em uma modalidade disputada pela primeira vez no país.
A Tecnologia Optoeletrônica reúne conhecimentos de eletricidade, eletrônica e óptica. Entre as aplicações citadas estão automação, controle de energia, sistemas residenciais inteligentes, painéis de LED e soluções para a indústria.
O contato de Kaique com a área começou no trabalho na empresa do pai, que fabrica equipamentos para o setor de alimentos. Antes de competir em Optoeletrônica, ele participou da etapa estadual na ocupação de Controle Industrial. Para se preparar para a etapa nacional, conciliou trabalho, treinamentos e a graduação em Engenharia Eletrônica, interrompendo temporariamente o emprego e, depois, a faculdade.
A oportunidade de disputar a fase internacional surgiu depois que o medalhista de ouro da competição nacional informou que não poderia participar. Kaique então assumiu a posição de representante brasileiro.
Os outros quatro paranaenses na delegação são Davi da Silva Aleixo Ignacio, em Construção em Alvenaria; Erán Martínez Ramos, em Design de Mídias Digitais Interativas; Gabriel Henrique Gobato de Oliveira, em Computação em Nuvem; e Kauan Henrique Martinello Nazario, em Tecnologia Automotiva.
A trajetória de Kaique também está ligada à família. O avô, Tede William Gomes Camacho, foi professor e gerente de unidades do Senai, incluindo a de Campo Mourão; o pai, Eder William Costa Camacho, trabalhou como técnico de ensino e gerente; e um tio atuou como professor. Kaique estudou na mesma unidade em que os dois primeiros trabalharam. “Sou a terceira geração da minha família no Senai”, afirma.
Fonte: Maringá Post
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