Pesquisa de londrinense seleciona oito exoplanetas em busca de água líquida
Reprodução/Folha de Londrina
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Pesquisa de londrinense seleciona oito exoplanetas em busca de água líquida

Após analisar 6.366 exoplanetas catalogados pela Nasa, o pesquisador londrinense Fábio Calabrio Evangelista da Silva identificou oito candidatos com condições compatíveis com a presença de água líquida. O resultado foi apresentado em um encontro de astrobiologia no Rio de Janeiro.

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Por Redação Paraná Vitrine · 21 de setembro de 2026 às 02:58
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# Pesquisa de londrinense seleciona oito exoplanetas em busca de água líquida A pesquisa amplia a participação de Londrina nas investigações sobre a possibilidade de vida fora da Terra. O estudo foi desenvolvido por Fábio Calabrio Evangelista da Silva, de 27 anos, formado em Física pela UEL e doutorando em astronomia no Observatório Nacional.

O pesquisador filtrou os exoplanetas já catalogados pela Nasa considerando fatores como temperatura, pressão e distância em relação às estrelas. Os oito selecionados estão na chamada zona habitável e foram apontados como os melhores candidatos à existência de água em estado líquido — uma das matérias-primas da vida conhecida.

O resultado foi apresentado na sexta edição do Astrobion, realizada entre 15 e 17 de setembro, no Rio de Janeiro. O evento reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros para discutir a origem e a evolução da vida.

A observação direta desses planetas ainda não é possível com a resolução disponível. Por isso, a análise depende de modelos científicos e de sinais indiretos. Entre os métodos usados estão o trânsito, que identifica alterações no brilho da estrela quando o planeta passa à frente dela, e a velocidade radial, baseada na oscilação provocada pela atração gravitacional.

O principal destaque do ranking é o GJ 1002 b, descoberto em 2022 e localizado a 16 anos-luz. O planeta tem cerca de 1,08 vez a massa da Terra e foi estimado com 98% de similaridade em características como temperatura e massa, mas orbita uma anã vermelha mais ativa que o Sol, condição que pode afetar sua atmosfera. Enquanto a Terra leva 365 dias para completar uma órbita, ele faz o percurso em dez dias.

Para Silva, a pesquisa busca entender como esses planetas funcionam para cuidar melhor da Terra. Nascido e criado em Londrina, ele também destaca a formação na UEL e o papel do Planetário de Londrina em sua trajetória científica.

Fonte: Folha de Londrina

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