Reprodução/Tribuna do ParanáPlano Diretor de Curitiba prioriza adensamento em áreas com infraestrutura
Proposta prevê concentrar novos empreendimentos na região central, no entorno da Linha Verde e em bairros já atendidos por transporte, comércio e serviços. A estratégia também busca fortalecer centralidades nos bairros e reduzir a expansão para áreas que exigiriam novos investimentos públicos.
A revisão do Plano Diretor de Curitiba propõe direcionar o crescimento da cidade para regiões que já contam com infraestrutura urbana, transporte coletivo, comércio e serviços. A medida prioriza o aproveitamento da estrutura existente, com o objetivo de reduzir custos públicos, deslocamentos e impactos ambientais.
Entre as áreas citadas estão a região central, o entorno da Linha Verde e bairros como Boqueirão, Portão, Pinheirinho, Rebouças, Boa Vista e Cajuru. A proposta também prevê o fortalecimento dos eixos estruturantes do transporte coletivo e das centralidades distribuídas pelos bairros.
Segundo o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), a cidade já dispõe de redes de água, esgoto e energia, equipamentos públicos, comércio e corredores de transporte coletivo em diferentes regiões. A ideia é utilizar melhor essa estrutura antes de ampliar a ocupação para locais que ainda demandariam novos investimentos.
O plano segue o conceito de cidade compacta e do Desenvolvimento Orientado pela Sustentabilidade Urbana (DOSU). A proposta busca aproximar moradia, trabalho, comércio, serviços e equipamentos públicos, além de estimular deslocamentos por transporte coletivo, bicicleta ou a pé.
De acordo com o Ippuc, o adensamento deverá ser acompanhado de investimentos em mobilidade ativa, transporte coletivo, áreas verdes, equipamentos públicos, infraestrutura urbana e soluções ambientais. A estratégia também inclui o incentivo ao uso misto dos imóveis e à ocupação de edificações subutilizadas, especialmente na região central.
A presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Maria Eugênia Fornea, considera a direção do crescimento compatível com boas práticas de planejamento urbano, mas afirma que a aplicação dependerá de segurança jurídica, previsibilidade e regulamentação dos instrumentos previstos na legislação. “O ponto central será a forma como essas diretrizes serão implementadas na prática”, afirma.
Fonte: Tribuna do Paraná