Reprodução/Maringá PostPor que Maringá se tornou rota de tempestades severas
A posição do Norte do Paraná favorece o encontro entre umidade amazônica e massas de ar frio, condição que pode formar temporais, granizo e ventanias. Em períodos de El Niño, esse cenário de instabilidade tende a se intensificar.
Maringá tem enfrentado tempestades com ventos fortes, queda de árvores e grandes volumes de chuva em poucos minutos. Os episódios também afetam a rotina e os custos da população, segundo o Maringá Post.
A cidade está em uma zona de transição climática do Norte do Paraná, onde correntes de ar levam umidade quente da Amazônia para o Sul, enquanto massas de ar polar avançam a partir da Argentina e do oceano.
O encontro entre essas massas favorece a formação de nuvens Cumulonimbus, estruturas verticais associadas a temporais, granizo e ventanias. A influência do El Niño, marcada pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, altera o padrão dos ventos e contribui para a intensificação do ar quente vindo do norte.
Parte dos danos é atribuída às microexplosões, também chamadas de downbursts. O fenômeno ocorre quando correntes de ar frio descem do topo das nuvens e atingem o solo, produzindo rajadas que podem superar 80 km/h.
Diante desse cenário, o texto aponta a necessidade de adaptação contínua do manejo urbano, da drenagem e da arborização de Maringá.
Fonte: Maringá Post