Quatro investigados por morte em Londrina deixam a prisão após 24 dias
Reprodução/agoralitoral.com.br
Paraná

Quatro investigados por morte em Londrina deixam a prisão após 24 dias

A Justiça determinou que os quatro homens denunciados pela morte de Alexandre Rodrigues Ramos respondam ao processo em liberdade. Três deverão usar tornozeleira eletrônica; o caso ocorreu em 14 de agosto, em Londrina.

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Por Redação Paraná Vitrine · 21 de setembro de 2026 às 05:59
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Quatro homens, com idades entre 22 e 24 anos, deixaram a prisão preventiva após 24 dias detidos no norte do Paraná. Eles são investigados pela morte de Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, e passarão a responder ao processo fora da cadeia. A decisão determina o uso de tornozeleira eletrônica por três dos denunciados.

Segundo a investigação policial, Alexandre caiu da janela do 14º andar enquanto tentava fugir para o apartamento inferior pela sacada. O inquérito concluiu que a queda foi involuntária e descartou a hipótese de que o corpo tivesse sido arremessado. A dinâmica também foi confirmada pelo relato de um morador do andar de baixo.

O Ministério Público afirma que a vítima teria sido mantida em cárcere privado, sofrido agressões físicas e psicológicas por cerca de três horas e sido submetida a medicamentos que alteraram seu estado de consciência. A suspeita inicial era de que Alexandre tivesse furtado uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil, equipamento que não foi localizado.

Após a morte, os suspeitos teriam tentado modificar a cena para simular um autoextermínio. Conforme a denúncia, foram escondidos vestígios, apagados registros fotográficos do cárcere e descartados documentos pessoais da vítima. O Ministério Público denunciou o quarteto por tortura qualificada com resultado morte, cárcere privado e fraude processual, além de pedir indenização de R$ 40 mil aos familiares.

A defesa, representada pelos advogados Arthur Travaglia e Claudia Piccin, afirmou que a denúncia apresenta “inconsistências e excesso de acusação” e que os fatos serão esclarecidos durante a instrução processual.

Fonte: agoralitoral.com.br

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