

Ruy Castro vence Livro do Ano do Jabuti pela segunda vez seguida
A 68ª edição do Prêmio Jabuti distribuiu vencedores em 23 categorias, além do Livro do Ano, com 4.675 inscrições de obras e projetos. Ruy Castro recebeu o principal reconhecimento pelo livro “Trincheira tropical”, repetindo o feito do ano anterior.
O Prêmio Jabuti 2026 teve cerimônia na noite de terça-feira (27), na Sala São Paulo. Promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o evento reúne categorias organizadas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.
Ruy Castro venceu o Livro do Ano com Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio, publicado pela Companhia das Letras. O escritor não participou da cerimônia por questões de saúde, conforme informado no evento.
Na obra, Castro reconstitui o Rio de Janeiro entre 1935 e 1945 e aborda os reflexos dos acontecimentos europeus na vida da cidade. O livro também foi premiado na categoria Biografia e Reportagem.
No ano passado, o autor havia vencido o Livro do Ano com O Ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim, coletânea de textos sobre o compositor. Em 2026, nas outras 22 categorias, o Jabuti recebeu 4.675 inscrições; os vencedores recebem R$ 5 mil por categoria.
A categoria Romance Literário ficou com Eliana Alves Cruz, autora de Meridiana. O romance trata de ascensão social e pertencimento a partir da perspectiva de uma família negra.
Esta edição também estreou o prêmio Incentivo à Leitura - Cultura Digital, voltado a criadores de conteúdo que valorizam os livros e estimulam a leitura em plataformas digitais. A categoria teve 402 indicações válidas e foi vencida por Pedro Pacífico, responsável pelo canal Bookster.
O Jabuti ainda homenageou Lygia Bojunga como Personalidade Literária da 68ª edição. A escritora foi reconhecida no mesmo ano em que A Bolsa Amarela completa 50 anos.
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