

Simulador mapeia enchentes em Curitiba e municípios da região metropolitana
O programa Cheias permite visualizar o caminho da água da chuva pelo relevo de Curitiba e acompanhar áreas alagadas, escolas, hospitais e ruas atingidas. A ferramenta foi criada pelo curitibano Thiago Gonçalves para explorar alagamentos repentinos e cenários de chuva na capital e na Região Metropolitana.
O simulador Cheias foi desenvolvido para mapear como a água da chuva se desloca por Curitiba até chegar aos rios e avançar sobre os bairros. A plataforma também apresenta um ranking atualizado com bairros e municípios que concentram mais áreas alagadas, além do número de escolas, hospitais e quilômetros de ruas alcançados pela água.
A ferramenta funciona no navegador e permite testar chuvas com diferentes intensidades e durações, lançar uma célula de tempestade sobre um bairro, reproduzir um temporal já registrado ou consultar a previsão das próximas 48 horas. Em uma rua pesquisada, o sistema indica quando a lâmina d’água ultrapassa 30 centímetros, além do pico e da evolução do nível ao longo do tempo.
Antes de criar o programa, Thiago Gonçalves afirma ter consultado ferramentas existentes para Curitiba. Segundo ele, o Flood Hub, do Google, prevê cheias lentas de rios, mas não cobre alagamentos repentinos em grandes cidades. O desenvolvedor também cita manchas de inundação por rios disponíveis em PDFs de 2002 e mapeamentos de risco de bacias isoladas.
O Cheias permite ainda reproduzir o temporal de 18 de fevereiro de 2025, usando registros de chuva de 14 pluviômetros e 18 pontos de alagamento informados pela Defesa Civil. Na ocasião, o Simepar registrou 69 milímetros de chuva no Portão e quase nenhuma precipitação no extremo sul, conforme os registros analisados pelo desenvolvedor.
Outro painel relaciona a chuva e o calor previstos para os seis meses seguintes com efeitos de El Niños fortes do passado. A fonte cita o prognóstico do Centro de Previsão Climática da NOAA, que manteve o alerta do fenômeno até março de 2027, com 83% de chance de outubro a dezembro ser o período mais forte desde 1950.
Fonte: Bem Paraná
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