

Tensão com EUA e Argentina pode afetar economia de Maringá
Estados Unidos e Argentina responderam por cerca de US$ 3 bilhões em exportações do Paraná em 2025. A instabilidade nas relações com os dois países pode alcançar empresas, empregos e fornecedores de Maringá.
Os Estados Unidos foram o terceiro principal destino das exportações paranaenses em 2025, com cerca de US$ 1,2 bilhão, enquanto a Argentina ficou em segundo lugar, com aproximadamente US$ 1,8 bilhão. A relevância desses mercados amplia os efeitos econômicos de eventuais mudanças nas relações comerciais.
A preocupação aumentou com a aplicação de uma nova tarifa norte-americana de 25%. Segundo a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), cerca de 75% das exportações industriais do Estado destinadas aos Estados Unidos estão sujeitas à cobrança.
Em Maringá, os impactos podem aparecer na indústria, no agronegócio e nas empresas que integram cadeias de fornecimento. Menores vendas externas podem reduzir a produção, adiar investimentos e pressionar empregos e fornecedores, além de alterar custos, prazos, tarifas, câmbio e demanda para empresas que exportam ou importam.
A Argentina também representa um ponto de atenção. As exportações paranaenses para o país cresceram 50,5% em 2025, chegando a US$ 1,8 bilhão, mas o distanciamento entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei pode dificultar negociações e aumentar a insegurança para empresas dependentes desse mercado.
O Paraná encerrou 2025 com US$ 23,6 bilhões em exportações, o segundo maior resultado da série histórica. Nesse cenário, produtos que deixarem de ser vendidos no exterior podem aumentar a concorrência no mercado interno, enquanto empresas paranaenses podem procurar novos destinos e fornecedores alternativos.
Fonte: Maringá Post
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