Tomografia sônica ajuda a avaliar risco de árvores em Curitiba
Reprodução/Tribuna do Paraná
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Tomografia sônica ajuda a avaliar risco de árvores em Curitiba

Tecnologia examina o interior dos troncos sem cortes, mas especialistas alertam que muitas quedas na capital ocorrem por danos nas raízes. Acidentes recentes na Praça Osório e na Praça Rui Barbosa reforçaram a necessidade de monitoramento urbano.

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Por Redação Paraná Vitrine · 8 de agosto de 2026 às 23:20
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Em Curitiba, episódios recentes mostraram que a aparência externa de uma árvore nem sempre revela sua real condição. Em 13 de junho, a fonoaudióloga Ana Beatriz Cruz, de 22 anos, sofreu uma grave lesão na coluna após ser atingida por um galho na Praça Osório. Pouco mais de um mês depois, uma árvore de grande porte caiu sobre uma estação-tubo na Praça Rui Barbosa. Nos dois casos, não havia sinais externos aparentes de degradação nos troncos.

Uma das ferramentas usadas para investigar a estrutura interna é a tomografia sônica portátil. O equipamento fixa sensores na casca e, a partir de ondas sonoras, produz imagens em 2D e 3D. Como o som se desloca mais rapidamente em madeira sadia e densa, o sistema ajuda a identificar áreas ocas, rachadas ou em decomposição sem precisar cortar a árvore.

A análise, porém, depende da interpretação de profissionais especializados. Segundo a UFPR, Curitiba tem mais de 200 espécies de árvores, com características e densidades diferentes. O diagnóstico pode indicar medidas como poda de alívio de carga, escoramento ou amarração da copa, evitando a remoção quando houver condições de preservar o exemplar.

A Prefeitura de Curitiba registra os dados no Sistema Integrado de Monitoramento Ambiental (SIMA). A escolha das árvores examinadas leva em conta sinais de lesão, o valor ecológico da espécie e o local onde estão. Uma araucária em um bosque, por exemplo, tem prioridade diferente de outra situada em uma praça movimentada.

Especialistas alertam, contudo, que o tomógrafo não identifica o principal motivo de muitas quedas na cidade: danos às raízes. Reformas de calçadas, falta de espaço para o desenvolvimento radicular e cortes durante obras podem comprometer a sustentação da árvore, mesmo quando o tronco permanece saudável.\ \

Fonte: Tribuna do Paraná

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