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Vulneráveis são usados no transporte de mercadorias, aponta Assistência Social

Pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade social recebem cerca de R$ 150 e uma marmita para levar produtos a outros estados, segundo o secretário Alex Thomazi. O tema ocorre em meio à mudança no trajeto de ônibus que serão fiscalizados pela Receita Federal em Foz do Iguaçu.

Por Redação Paraná Vitrine · 3 de agosto de 2026 às 08:00
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A Secretaria Municipal de Assistência Social identificou o uso de moradores em situação de rua e pessoas em vulnerabilidade para transportar mercadorias de Foz do Iguaçu a outros estados. Em entrevista à Rádio Cultura, o secretário Alex Thomazi afirmou que as viagens têm como principais destinos São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Segundo o secretário, os pagamentos chegam a cerca de R$ 150, além de uma marmita. A prática foi classificada por Thomazi como uma forma de exploração e, na avaliação dele, contribui para a circulação constante dessa população entre cidades e estados.

O primeiro Censo Municipal da População em Situação de Rua identificou 601 pessoas nessa condição em Foz do Iguaçu. Thomazi explicou que, embora o número de atendimentos permaneça estável, o fluxo é elevado, com a cidade funcionando como ponto de passagem pela localização e pelas oportunidades existentes na região.

O enfrentamento envolve assistência social, saúde, segurança pública, fiscalização, Justiça e sociedade civil. Entre as iniciativas citadas estão o Serviço Especializado de Abordagem Social, o Centro POP, o Consultório na Rua e as ações do programa Rua Visível.

No mesmo contexto, a Receita Federal alterou o trajeto dos ônibus regulares que partem da Rodoviária Internacional. Os veículos deverão passar pela Avenida Paraná, em frente à Alfândega, onde poderão ser selecionados para fiscalização. A obrigatoriedade, inicialmente prevista para 1º de agosto, foi adiada para 17 de agosto nas linhas nacionais e 1º de outubro nas internacionais.

De acordo com o Foztrans, o percurso acrescentará aproximadamente 4,1 quilômetros ao trajeto dos ônibus e poderá aumentar o deslocamento entre 15 e 20 minutos. A mudança busca reforçar o controle aduaneiro, enquanto a Assistência Social atua para evitar que pessoas vulneráveis sejam utilizadas nesse tipo de transporte.

Fonte: radioculturafoz.com.br

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