

Curitiba avança no reconhecimento como Capital do Sul do Forró
A Câmara Municipal aprovou em primeiro turno, por 23 votos a 1, o projeto que reconhece Curitiba como Capital do Sul do Forró. A proposta reúne uma cena cultural formada por mais de 30 grupos, bandas e trios e dialoga com os 42.636 moradores da cidade nascidos no Nordeste, segundo dado do Censo de 2022 citado no debate.
A Câmara Municipal de Curitiba aprovou, em primeiro turno, o projeto de lei que reconhece oficialmente a cidade como Capital do Sul do Forró. A votação ocorreu nesta quarta-feira (16), com 23 votos favoráveis, um contrário e nenhuma abstenção. O texto ainda passou por um substitutivo geral e por uma subemenda da Comissão de Constituição e Justiça.
O reconhecimento abrange festivais, eventos, apresentações musicais, aulas de dança, feiras temáticas e outras manifestações populares ligadas ao gênero e às raízes nordestinas. Entre os objetivos estão estimular o desenvolvimento cultural, social e turístico, valorizar a diversidade brasileira e promover a integração entre comunidades.
Durante a discussão, foi informado que mais de 30 grupos, bandas e trios estavam em atividade quando o projeto foi elaborado. A proposta também destaca a presença de casas de shows, escolas de dança, professores e eventos que movimentam atividades relacionadas à cultura, ao turismo e à geração de renda.
Segundo a justificativa apresentada pela autora, vereadora Vanda de Assis (PT), a cena do forró em Curitiba se desenvolveu desde os anos 1980, inicialmente em pequenos espaços, casas e garagens. Entre as iniciativas citadas estão o Forró da Lua, realizado desde 2014, o Bora Dançar e a Festa Nordestina, que chegou à 12ª edição. O grupo curitibano Fuá de Latada também foi lembrado pela vitória no Festival Nacional de Forró de Itaúnas, em 2016.
No debate, a vereadora Camilla Gonda (PSB) citou dados do Censo de 2022 segundo os quais Curitiba tinha 42.636 moradores nascidos no Nordeste, número que representava crescimento de 47,4% em relação a 2010. A votação também mencionou a contribuição de trabalhadores, músicos, dançarinos, escolas e espaços culturais para a consolidação dessa manifestação na cidade.
A subemenda aprovada modificou a forma de participação da Prefeitura. Em vez de determinar que o Município desenvolva e implemente políticas públicas específicas para o forró, o texto passou a prever que o incentivo à cultura do gênero integrará as ações do Poder Público Municipal, em articulação com órgãos governamentais, entidades culturais, empresas, organizações da sociedade civil e coletivos artísticos.
Fonte: Bem Paraná
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