

Ideb não confirma vantagem de escolas cívico-militares no Paraná
Enquanto Maringá discute a possível adoção do modelo cívico-militar na rede municipal, os resultados do Ideb 2025 e episódios registrados em quatro cidades do Paraná indicam que a avaliação precisa considerar desempenho, contexto e fiscalização. O Paraná ficou em primeiro lugar nacional nas três etapas da educação básica, mas as maiores notas já divulgadas pertencem a redes municipais sem esse modelo.
A discussão sobre a implantação de escolas cívico-militares em Maringá ganhou força nos últimos dias. Os resultados do Ideb 2025, divulgados pelo Ministério da Educação em 5 de agosto de 2026, não permitem afirmar que o modelo garante, por si só, os melhores indicadores educacionais.
O Inep apresenta os dados separadamente para os anos iniciais, os anos finais do ensino fundamental e o ensino médio. Por isso, não há um ranking geral para comparar diretamente escolas de etapas diferentes. Entre as notas divulgadas nominalmente, os maiores resultados conhecidos são de redes e escolas municipais que não adotam o modelo cívico-militar.
A comparação também precisa considerar que o Ideb combina aprendizagem e aprovação. O índice é influenciado por fatores como gestão pedagógica, formação dos professores, participação das famílias, infraestrutura, frequência e condições socioeconômicas dos estudantes.
Além do desempenho, registros em Cornélio Procópio, Cascavel, Toledo e Curitiba reforçaram a necessidade de fiscalização permanente. Os episódios envolveram denúncias contra monitores, afastamento ou desligamento de profissionais e, no caso de Curitiba, investigação anunciada após vídeos de estudantes em uma atividade com referências à violência. As situações têm características próprias e dependem das apurações correspondentes.
Se avançar com a proposta, Maringá deverá esclarecer como os monitores serão selecionados e formados, quem fiscalizará sua atuação, se haverá avaliações periódicas e quais canais independentes estarão disponíveis para pais e estudantes. A análise, segundo os dados apresentados, deve comparar resultados equivalentes e estabelecer critérios de transparência, controle e proteção aos alunos.
Fonte: O Diário de Maringá
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