Imperial completa 60 anos com receitas ligadas à história de Curitiba
Reprodução/RIC Paraná
Gastronomia

Imperial completa 60 anos com receitas ligadas à história de Curitiba

Restaurante fundado em 1966 recebe cerca de 500 pessoas por dia e mantém pratos que atravessam gerações. Entre os símbolos da casa está o Filé à Parmegiana, servido em grande volume no Centro da capital.

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Por Redação Paraná Vitrine · 29 de setembro de 2026 às 19:38
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Fundado em 1966, no Centro de Curitiba, o Restaurante Imperial completa 60 anos com cerca de 500 pessoas atendidas diariamente entre o almoço e o jantar. A trajetória reúne clientes que conheceram a casa com os pais ou avós e hoje retornam acompanhados dos filhos, indicando a permanência do restaurante na rotina de diferentes gerações da cidade.

A casa começou na Rua José Loureiro, em um espaço de aproximadamente 50 metros quadrados, com poucas mesas, balcão e uma cozinha modesta. Criado pelos imigrantes Victoriano Touron Souto, espanhol, e Manuel Rosa Henriques, português, o restaurante tinha no início características de boteco e reunia no cardápio paella, bacalhau e risoto de polvo, além de receitas brasileiras e petiscos.

Com o passar dos anos, o Imperial incorporou novos públicos sem abandonar pratos tradicionais. As paellas Marinera e Valenciana, preparadas sob encomenda, estão entre as receitas mais antigas. Tutu de feijão, dobradinha, feijoada, língua com purê e ervilhas, costela assada e o chamado churrasco de igreja também fazem parte desse repertório.

O Filé à Parmegiana se tornou uma das marcas da casa. Preparado com filé mignon, o prato é servido em porções fartas, e o garçom corta a carne com uma colher diante do cliente. Em sábados de maior movimento, cerca de 300 parmegianas podem ser servidas somente no almoço; mensalmente, o restaurante consome mais de uma tonelada de filé mignon.

Em 1997, Victoriano se aposentou e vendeu o Imperial aos irmãos Sergio e Marcos Chueh, filhos de um antigo cliente. Desde 2014, Sergio divide a gestão com a esposa, Leticia Chueh. Durante a pandemia, o restaurante também enfrentou a perda de Ramiro Gil Sobrado, garçom que trabalhou por 45 anos na casa, e deixou o imóvel original após 55 anos, permanecendo na mesma rua, agora no número 111.

O novo espaço já abrigou a redação do antigo jornal Diário do Paraná e reúne fotografias históricas de Curitiba e de funcionários ligados à trajetória do restaurante. O cardápio inclui ainda o Mignon à Imperial, criado por Farid Chueh para os almoços da família, além de outros clássicos e petiscos de boteco retomados no período noturno. O endereço funciona para almoço de segunda a sábado e para jantar de terça a sexta.

Fonte: RIC Paraná

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