Paraná

MP denuncia vereadora de Curitiba após fala dirigida a colega do Ceará

O Ministério Público denunciou a vereadora Delegada Tathiana Guzella após uma fala dirigida à colega Vanda de Assis, natural de Campos Sales (CE), durante sessão da Câmara de Curitiba. O caso também gerou ao menos cinco representações no Legislativo municipal.

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Por · 7 de agosto de 2026 às 20:16
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O episódio envolve duas vereadoras de Curitiba e repercutiu em diferentes instâncias. Durante a sessão ordinária de quarta-feira (5), enquanto os parlamentares discutiam uma política municipal para pessoas em situação de rua, Tathiana Guzella perguntou a Vanda de Assis por que ela não voltava para o Ceará.

Segundo o Ministério Público, as declarações tiveram a intenção de ofender, humilhar e menosprezar Vanda e, de forma geral, a população cearense. O órgão pediu a condenação da vereadora e o pagamento de 20 salários mínimos, cerca de R$ 32.420, à colega por danos morais.

O MP também solicitou indenização por dano moral coletivo de 40 salários mínimos, aproximadamente R$ 64.840, destinada ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (FUNDEPPIR). A instituição sustenta ainda que não cabem medidas como Acordo de Não Persecução Penal ou suspensão condicional do processo.

Após a fala, Vanda classificou o episódio como xenofobia. O vereador Leonidas Dias, que presidia a sessão, interrompeu Tathiana e desligou o microfone, afirmando que ela poderia continuar a manifestação posteriormente. A vereadora do PT disse que acionou a Polícia Militar, mas relatou que nenhuma equipe foi até a Câmara; a PM do Paraná não respondeu ao questionamento do g1.

A Câmara Municipal recebeu ao menos cinco representações relacionadas ao caso: quatro contra Tathiana Guzella e uma contra Vanda de Assis. A Mesa Diretora informou que analisará a admissibilidade na quarta-feira (12), sem avaliar o mérito. Se os requisitos forem atendidos, os procedimentos serão encaminhados à Corregedoria; como Tathiana é a corregedora, a instrução ficará sob responsabilidade do primeiro-vice-corregedor, Olímpio Araujo Junior.

Em nota, Tathiana afirmou ter recebido a denúncia com surpresa e serenidade, reiterou sua inocência e disse que sua fala foi interrompida antes da conclusão. Segundo ela, a intenção era política, para contestar o projeto em discussão, e não xenofóbica.

Fonte: G1 Paraná

Matéria produzida com auxílio de inteligência artificial. Como verificamos.

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