

Nove candidatos ao Senado apresentam propostas diferentes para Foz e a fronteira
Os nove candidatos ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026 tratam Foz do Iguaçu e a faixa de fronteira de formas distintas. As propostas vão de saúde, segurança e infraestrutura a temas nacionais, como relações internacionais e desenvolvimento regional.
Foz do Iguaçu aparece de maneira direta nas manifestações de alguns candidatos, enquanto outros concentram suas plataformas em temas gerais relacionados à segurança pública, às fronteiras e à integração regional. Para quatro candidaturas, não foram localizadas propostas específicas sobre Foz, Itaipu ou a Tríplice Fronteira no levantamento realizado até 23 de agosto.
A análise considera Alexandre Curi (Republicanos), Cristina Graeml (PSD), Deltan Dallagnol (Novo), Dr. Rosinha (PT), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT), Joaquim do MLB (UP), Karen Guerreiro (Missão) e Marcelo Marcelino (PCO). Também diferencia medidas que podem ser tratadas pelo Senado daquelas que dependem da execução do governo federal.
Alexandre Curi defende maior participação da União no financiamento da saúde em Foz, considerando o atendimento a brasileiros que vivem no Paraguai e à população flutuante. Ele também menciona integração entre forças de segurança, desburocratização da fronteira e mudanças na divisão de receitas entre União, estados e municípios.
Deltan Dallagnol apresenta propostas gerais para a segurança das fronteiras, com integração entre polícias e órgãos de inteligência, cooperação internacional e combate ao tráfico de armas e drogas. A plataforma não detalha medidas para a Ponte da Amizade, a Ponte da Integração, Itaipu, a estrutura aduaneira ou um financiamento diferenciado para Foz.
Dr. Rosinha tem histórico de atuação em temas ligados ao Mercosul, à circulação na fronteira, ao transporte internacional e aos brasileiros que vivem ou trabalham no Paraguai. Já Filipe Barros é associado a uma proposta que destina 10% do Fundo Nacional de Segurança Pública aos estados que combatem crimes em regiões de fronteira; o texto ainda precisa tramitar na Câmara e passar pelo Senado.
Gleisi Hoffmann cita obras na BR-469, três passarelas na Rodovia das Cataratas, investimentos em unidades de saúde e a discussão sobre um Hospital Universitário ligado à Unila. Cristina Graeml, Karen Guerreiro, Joaquim do MLB e Marcelo Marcelino não tiveram propostas específicas localizadas sobre Foz, Itaipu ou a Tríplice Fronteira.
O levantamento ressalta que senadores podem legislar, participar do Orçamento, apresentar emendas, fiscalizar órgãos federais e analisar tratados internacionais. A execução de obras, a contratação de policiais, o funcionamento de aduanas e a administração de órgãos públicos permanecem, em grande parte, sob responsabilidade do Poder Executivo.
Fonte: radioculturafoz.com.br
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