OnilX: ordem da CVM expõe conexões políticas e esportivas em Paranavaí
Reprodução/O Diário de Maringá
Economia

OnilX: ordem da CVM expõe conexões políticas e esportivas em Paranavaí

Com sede em Paranavaí, o grupo Onil ou OnilX foi alvo de uma ordem da CVM que alcançou 13 empresas e determinou a suspensão de ofertas de intermediação de valores mobiliários. A empresa também aparece relacionada a reclamações de saques, ações em sete estados e vínculos com nomes da política e do futebol local.

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Por Redação Paraná Vitrine · 28 de setembro de 2026 às 21:42
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A Comissão de Valores Mobiliários determinou, em 12 de janeiro de 2026, que o grupo suspendesse ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários. O Ato Declaratório nº 24.680 alcançou 13 empresas e estabeleceu multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento. Após recurso, a CVM esclareceu que a medida não impede a intermediação regular de criptoativos que não sejam valores mobiliários.

As reclamações sobre saques aumentaram a partir de julho. O perfil do Onil Group no Reclame Aqui passou de 48 queixas em 12 de agosto para cerca de 580 em 24 de setembro, com reputação “Não Recomendada”. Em 19 de agosto, a Justiça de Curitiba autorizou uma busca de R$ 1.869.715,82 via Sisbajud; a consulta encontrou saldo zerado nas instituições pesquisadas, sem permitir concluir que todas as contas do grupo estivessem nessa situação.

Segundo reportagem do Metrópoles citada pela fonte, a OnilX respondia a 108 ações ajuizadas entre 12 de junho e 10 de setembro, em sete estados. O Jornal da Record também mencionou suspeitas de pirâmide financeira e uma estimativa de cerca de 30 mil investidores prejudicados, informações atribuídas à emissora.

Em Paranavaí, documentos e publicações associam integrantes do grupo a relações profissionais, políticas e esportivas. Em 2023, o Onil Group comprou 99% da ACP SAF por R$ 3 milhões, com promessa de investimento de R$ 10 milhões em cinco anos. O então prefeito Delegado KIQ celebrou a aquisição; em 2024, o grupo de Fábio Lino permaneceu com 39% da sociedade após a entrada do cantor Gusttavo Lima.

Os registros também citam dois ex-secretários municipais e dois antigos integrantes do gabinete do deputado federal Tião Medeiros. Darlan Alves Pereira afirmou atuar à frente da OnilX; Carlos Emanuel Rodrigues divulgou palestras e treinamentos ligados à marca; Fábio Ferreira de Souza publicou participação em evento da empresa nos Estados Unidos; e Andreoni de Camargo aparece associado à Onil Wealth. Esses vínculos, assim como a menção dos nomes em manifestação sobre lotes públicos cedidos ao clube, não demonstram participação nas condutas apontadas pela CVM nem responsabilidade pelos saques reclamados por clientes.

Fonte: O Diário de Maringá

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