

Operação contra venda de dados cumpre mandado em Cianorte
A Operação PERSEU7 mobilizou mais de 80 policiais em seis estados e cumpriu 13 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Um dos alvos foi detido em Cianorte, no Noroeste do Paraná.
# Operação contra venda de dados cumpre mandado em Cianorte A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira (24) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de administrar a plataforma clandestina mind-7, usada para consultar dados pessoais de milhões de brasileiros. A ação alcançou seis estados — São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Paraná, Espírito Santo e Pernambuco — e teve um alvo detido em Cianorte.
Coordenada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, a Operação PERSEU7 cumpriu 13 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Segundo as investigações, a plataforma cobrava mensalidade e permitia acessar, a partir de CPF ou CNPJ, informações como nome, filiação, endereço, documentos, vínculos e processos judiciais.
As bases reuniam centenas de milhões de registros, obtidos por meio de vazamentos e da exploração de vulnerabilidades em sistemas de órgãos públicos, conselhos profissionais e operadoras de telefonia. A polícia aponta que os dados eram usados na preparação de fraudes, incluindo o golpe do falso advogado, em que o criminoso se apresenta como defensor da vítima e exige pagamentos com base em informações reais de um processo.
A investigação identificou 13 integrantes, com funções distribuídas entre liderança, gestão financeira, desenvolvimento, fornecimento de bases, operação de fraudes, uso de contas de laranjas, anúncios e vendas. Entre março de 2021 e março de 2026, o grupo faturou mais de R$ 7 milhões, sendo mais de R$ 4 milhões apenas em 2025.
A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens, valores e criptoativos até o limite de R$ 7 milhões, além da retirada do site do ar. Os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada, invasão de dispositivo informático e estelionato. As penas máximas somadas ultrapassam 36 anos de reclusão.
Fonte: Maringá Post
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