Padre é preso em Paranaguá após nova denúncia por violação sexual
Reprodução/aRede (Ponta Grossa)
Paraná

Padre é preso em Paranaguá após nova denúncia por violação sexual

O padre Binu Joseph Chollackal, ex-pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, foi preso em Paranaguá nesta terça-feira (11), após o Ministério Público do Paraná apresentar nova denúncia contra ele. O religioso já havia sido condenado em março a dois anos e 11 meses de prisão por violação sexual mediante fraude.

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Por Redação Paraná Vitrine · 11 de agosto de 2026 às 21:57
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A prisão ocorreu em Paranaguá, onde o padre atuava na Ilha dos Valadares. A nova denúncia foi oferecida pela 3ª Promotoria de Justiça da cidade pelos crimes de violação sexual mediante fraude, com abuso de autoridade religiosa, e violência psicológica contra uma mulher.

Segundo o MPPR, os fatos investigados teriam ocorrido entre 2017 e 2024. A acusação afirma que o religioso teria usado a posição de liderança e a relação de confiança com a vítima para praticar atos libidinosos e, depois, submetê-la a ameaças, constrangimentos, manipulação, humilhação, chantagem e isolamento.

Conforme a denúncia, os atos teriam sido praticados entre 2017 e março de 2020 sob o pretexto de orações de cura e libertação de males espirituais, em dependências da igreja e na residência paroquial. Ainda segundo o Ministério Público, as condutas de violência psicológica teriam continuado até aproximadamente a metade de 2024.

Em março de 2026, a 2ª Vara Criminal de Paranaguá condenou Binu Joseph a dois anos e 11 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, por violação sexual mediante fraude. Esse caso teria ocorrido em 2022, quando uma jovem de 20 anos recebeu atendimento do líder religioso na Ilha dos Valadares.

O Ministério Público também havia oferecido, em abril de 2026, outra denúncia contra o padre pelo mesmo crime. A acusação se referia a um episódio que teria ocorrido no início de 2021, envolvendo uma mulher que procurou o sacerdote em busca de aconselhamento espiritual.

A reportagem informou ter procurado o advogado de defesa, Giordano Sadday Vilarinho Reinert, mas não recebeu retorno até o momento. Além da condenação criminal, o MPPR solicitou à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 20 mil pelos danos causados à vítima.

Fonte: aRede (Ponta Grossa)

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