

Paraná reúne 631 empresas em recuperação judicial no segundo trimestre
O Paraná contabilizou 631 empresas em recuperação judicial entre abril e junho de 2026, em um cenário nacional que soma 6.341 CNPJs nessa situação. O total brasileiro cresceu 21,24% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Monitor RGF-BizDoc.
O número paranaense integra um cenário de concentração de processos na Região Sul, responsável por 28,2% dos registros do país. No período, o Rio Grande do Sul contabilizou 707 casos, enquanto Santa Catarina teve 428; no ranking nacional, os gaúchos ficaram atrás apenas de São Paulo.
A recuperação judicial busca reorganizar as dívidas e evitar a falência, mas também sinaliza redução do poder de negociação das empresas. De acordo com o levantamento, o cenário nacional é influenciado por juros elevados, falhas de gestão e mudanças no consumo.
Entre os fatores apontados para o agravamento das dificuldades está a ausência de controles internos, que pode prejudicar o acesso ao crédito. Empresas com números pouco confiáveis tendem a enfrentar falta de recursos ou condições mais caras, especialmente em períodos de incerteza econômica.
Para fortalecer a gestão, as orientações citadas incluem formalizar compras, adotar sistemas de relacionamento com clientes, fazer análise de crédito e separar as finanças da empresa das pessoais. Também são mencionadas estruturas como holdings, protocolos familiares e conselhos consultivos, voltadas à sucessão e à continuidade dos negócios.
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