Região de Curitiba prevê ampliar transporte de 114 para até 206 quilômetros
Estudo do BNDES e do Ministério das Cidades estima investimentos de até R$ 22,74 bilhões para atender mais de 915 mil passageiros por dia na Região Metropolitana de Curitiba. A proposta reúne metrô, VLT e cinco corredores de BRT elétrico.
A Região Metropolitana de Curitiba poderá ampliar de 114 para até 206 quilômetros a rede de transporte público de média e alta capacidade. A projeção integra o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado por iniciativa do BNDES e do Ministério das Cidades, e indica uma expansão planejada para as próximas três décadas.
Os investimentos estimados variam de R$ 11,73 bilhões a R$ 22,74 bilhões. Segundo o estudo, a estrutura projetada teria capacidade para atender diariamente mais de 915 mil passageiros, com redução de 24% no tempo médio de viagem e prevenção de aproximadamente 1.065 vítimas de trânsito por ano na região.
Entre os sete projetos listados estão alternativas de metrô, VLT e corredores de BRT operados com ônibus elétricos. O metrô Norte-Sul aparece como a opção de maior custo, com 20,40 quilômetros, capacidade para 290 mil passageiros por dia e investimento inicial estimado em R$ 16,87 bilhões.
Na mesma rota, o estudo apresenta o VLT Norte-Sul, também com 20,40 quilômetros e previsão de transportar o mesmo volume de passageiros, mas com custo estimado em R$ 5,86 bilhões. Outra proposta é o VLT Expresso Metropolitano, com 19,80 quilômetros, 96 mil embarques diários previstos e orçamento de R$ 2,92 bilhões.
A expansão dos corredores metropolitanos inclui cinco projetos de BRT elétrico. O maior é o BRT Linha Verde, entre Colombo e Fazenda Rio Grande, com 22,80 quilômetros, investimento de R$ 1,26 bilhão e previsão de atender 109 mil usuários por dia. Também estão listados corredores para Araucária, Piraquara, São José dos Pinhais e Roça Grande.
O estudo ressalta, porém, que os valores projetados representam um desafio para a execução. A proposta depende de investimentos elevados, em um cenário nacional descrito na fonte como marcado por restrições fiscais, contingenciamentos e atrasos em obras de infraestrutura.
Fonte: mobilidadecuritiba.com.br
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