

São Mateus do Sul adota papagaio-de-peito-roxo como símbolo da fauna local
O papagaio-de-peito-roxo passou a representar oficialmente a fauna de São Mateus do Sul pela Lei Municipal nº 3.368/2025. A medida dá visibilidade ao Projeto Papagaio dos Ervais, que busca aproximar a população da espécie e estruturar ações de conservação.
São Mateus do Sul passou a reconhecer oficialmente o papagaio-de-peito-roxo (*Amazona vinacea*), também chamado de Papagaio dos Ervais, como símbolo de sua fauna. A escolha conecta a identidade do município às florestas, aos ervais e à biodiversidade regional, enquanto o projeto local voltado à espécie busca ampliar o conhecimento da população e formar parcerias para ações futuras.
Instituído pela Lei Municipal nº 3.368, de 15 de dezembro de 2025, o reconhecimento ocorre em um momento em que a prioridade é tornar o Projeto Papagaio dos Ervais conhecido entre moradores, instituições e possíveis parceiros. A iniciativa foi idealizada por Alfredo Ferraz e conta com a parceria da BIOSENSU Consultoria Ambiental, que oferece suporte técnico para a conservação da espécie.
Restrito ao bioma Mata Atlântica, o papagaio-de-peito-roxo ocorre no Brasil, no Paraguai e na Argentina. No país, está associado principalmente às florestas das regiões Sul e Sudeste e mantém relação com as áreas de araucária. A espécie é classificada como Vulnerável no Brasil e no Paraná, enquanto avaliações internacionais a consideram Em Perigo.
Entre as ameaças estão a perda e a fragmentação dos ambientes naturais e a captura ilegal de ovos e filhotes. A ave também utiliza cavidades naturais de árvores para reprodução e pode consumir, transportar e dispersar sementes de araucária, o que reforça sua ligação com a dinâmica da floresta.
A legislação prevê frentes como educação ambiental em escolas e comunidades, proteção de habitats, monitoramento da população e acompanhamento de ninhos naturais e artificiais. Também abre possibilidades para iniciativas culturais, turísticas e econômicas relacionadas à imagem da ave, mas essas ações ainda estão em diálogo e estruturação.
O projeto estuda identificar áreas de ocorrência, locais de alimentação, dormitórios e pontos de reprodução, além de aproximar escolas, propriedades rurais, pesquisadores e instituições. Antes dessas etapas, a iniciativa busca divulgar a espécie e explicar por que a conservação dos animais silvestres e de seus ambientes é relevante para o município.
Fonte: aRede (Ponta Grossa)
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