Estilo de vida

Uso excessivo de telas pode afetar saúde de idosos, apontam especialistas em Londrina

O uso de telas por pessoas com 60 anos ou mais cresceu no Brasil, mas a exposição excessiva pode afetar a saúde mental e física. Em Londrina, especialistas destacam a necessidade de equilibrar a conectividade com encontros presenciais e atividade física.

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Por · 2 de novembro de 2026 às 07:20

Esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e passou por verificação automatizada de afirmações. Como verificamos.

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Segundo a Folha de Londrina, 74,5% das pessoas com 60 anos ou mais utilizaram a internet em 2025. O grupo teve a maior expansão entre as faixas etárias na comparação com o ano anterior, com avanço de 4,4 pontos percentuais, enquanto o acesso entre brasileiros de 10 anos ou mais chegou a 90%.

O psicanalista Sylvio Schreiner afirma que a tecnologia pode ampliar a autonomia na terceira idade, permitindo ações como pagar contas, marcar consultas, pedir remédios e ler conteúdos com letras ampliadas. Ele ressalta, porém, que as interações digitais não devem substituir a convivência presencial, para evitar solidão e “isolamento silencioso”.

A professora aposentada Marcia Araujo, de 66 anos, usa grupos de mensagens, vídeos curtos e ferramentas de inteligência artificial. Ela também mantém conversas por texto e vídeo com uma ex-colega que vive nos Estados Unidos, mas defende “não deixar a tecnologia comandar você” e preservar os encontros presenciais.

Em Londrina, o servidor municipal Claudio Mucin, de 61 anos, utiliza dois celulares e passa pelo menos três horas por dia no YouTube, acompanhando conteúdos sobre o mercado automotivo e financeiro. Ele também faz compras on-line e se prepara para um curso de educação financeira voltado a investimentos.

Schreiner recomenda estabelecer horários para o uso dos dispositivos, deixar o celular longe da cama à noite e reservar momentos sem notificações. Entre as alternativas citadas estão participar de cursos, corais e atividades coletivas, manter vínculos com pessoas de diferentes idades e desenvolver projetos pessoais.

O professor Denilson Teixeira, do departamento de educação física da Universidade Estadual de Londrina, relaciona o excesso de telas ao aumento do comportamento sedentário, associado a riscos de doenças cardiometabólicas e ao declínio funcional. Ele recomenda caminhar, usar escadas, fazer tarefas domésticas e combinar atividades aeróbicas com exercícios de força, equilíbrio, mobilidade e flexibilidade.

Fonte: Folha de Londrina

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