Investigação apura cárcere privado e tortura contra 72 mulheres em Terra Roxa
Reprodução/O Presente (Toledo)
Paraná

Investigação apura cárcere privado e tortura contra 72 mulheres em Terra Roxa

Cerca de 72 internas permanecem em uma clínica de Terra Roxa, no Oeste do Paraná, enquanto o Ministério Público investiga denúncias de cárcere privado, castigos, trabalho forçado e sedação. O proprietário foi preso temporariamente durante a Operação Aurora, e a remoção das pacientes será gradual.

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Por Redação Paraná Vitrine · 17 de setembro de 2026 às 08:49
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A investigação envolve cerca de 72 mulheres internadas em uma clínica exclusiva para dependentes químicos em Terra Roxa, no Oeste do Paraná. Segundo o Ministério Público, muitas delas teriam sido mantidas no local contra a própria vontade, impedidas de sair e submetidas a suspensão de visitas familiares, castigos e trabalho forçado. Entre as internas, havia pessoas com deficiência.

O gestor e proprietário da clínica foi preso temporariamente na terça-feira (15), durante a Operação Aurora. O pai dele também foi detido em flagrante por posse ilegal de armas de fogo e munições, mas pagou fiança e foi liberado. As identidades dos dois não foram divulgadas.

A clínica não foi interditada, e as mulheres continuam internadas. De acordo com o Ministério Público, não havia condições de transferir todas as pacientes de uma só vez para outros estabelecimentos; por isso, a remoção ocorrerá gradualmente.

A apuração também aponta suspeitas de que algumas mulheres tenham sido levadas ao local sem autorização legal. Há relatos de uso forçado de medicamentos sedativos, chamados de “danone” na clínica, para deixá-las inconscientes, além de possível omissão de socorro médico e ameaças durante inspeções de órgãos de fiscalização.

A Operação Aurora foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Terra Roxa, com apoio do Gaeco de Umuarama e do Caex. Foram autorizadas buscas em cinco endereços, incluindo a sede da clínica, imóveis dos investigados, uma propriedade rural e veículos. Os aparelhos eletrônicos apreendidos serão analisados para identificar a responsabilidade dos envolvidos.

Em nota, a clínica afirmou que colabora com as investigações e negou práticas desumanizadas, cárcere privado ou condutas fora da lei. O estabelecimento declarou oferecer atendimento baseado em “humanização, amor, carinho, respeito e profissionalismo”.

Fonte: O Presente (Toledo)

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