Paraná

Operação mira esquema de cocaína ligado ao Porto de Paranaguá e à máfia italiana

A Polícia Federal cumpriu sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em diferentes cidades contra uma organização transnacional que usava principalmente o Porto de Paranaguá para enviar cocaína à Europa. A ação também determinou o bloqueio de bens, imóveis e valores dos investigados.

Por · 17 de setembro de 2026 às 08:11

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Deflagrada nesta quinta-feira (17), a Operação Eredità reúne a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Europol e autoridades italianas. A investigação aponta a atuação conjunta de integrantes da máfia italiana e de facções brasileiras na logística de exportação da droga a partir da América do Sul.

O grupo teria mantido rotas e contatos para levar cocaína a Itália, Bélgica, Holanda, França e Portugal. Entre 2019 e 2020, foram identificadas pelo menos 11 apreensões relacionadas à organização, que somaram mais de 4,6 toneladas. Desse total, cerca de 2,2 toneladas estavam armazenadas no Brasil quando ocorreram prisões em 2019.

Segundo a investigação, a estrutura continuou funcionando depois da prisão de dois mafiosos em Praia Grande (SP), em 2019. Familiares e antigos associados teriam reorganizado as atividades, assumindo funções estratégicas para preservar o esquema.

As apurações também indicaram o uso de plataformas criptografadas, operadores especializados em transferências clandestinas e mecanismos de ocultação e lavagem de dinheiro. A operação é resultado do aprofundamento das investigações das ações Retis e Spiderweb, além de um desdobramento das operações Samba e Mafiusi, realizadas em dezembro de 2024.

A cooperação internacional ocorreu por meio de uma Equipe Conjunta de Investigação formada entre 2020 e 2025, com compartilhamento de provas e informações. Os investigados podem responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

Fonte: CGN Cascavel

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